Amo,
Como eu amo.
Desesperadamente... amo.
Amo sem ver,
Vejo sem ter, tenho sem sentir.
Não sinto o toque,
Não toco o abstrato.
Existo sem registro,
não registro o que vejo,
Pois meus olhares se perdem
Na imensidão do que sinto.
O que sinto?
Sinto que amo.
Como abelha...
De longe percebo o néctar,
Então sugo... como sôfrego,
Mas perco-me nos polens,
Embriago-me na imensidão das cores.
Apenas... amo.
Amo como naufrago no mar,
Perdido no caos das gélidas águas.
Vislumbro um porto seguro.
Talvez uma miragem do desespero,
Emanado de um coração aflito.
Amo...
Como eu amo!
Mas como saber...
Sim, como saber, se não estou apenas a sonhar.
Escrito em 21 de abril de 2006, em uma sexta feira, à meia noite, em meu quarto.