quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A CIDADELA
“ Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém...” Apocalipse 21: 2.

Existe uma cidade, na verdade uma pequena cidade, talvez até pudéssemos chamá-la de um povoado. Entre tantas coisas existentes ali, havia algo bem peculiar... um personagem, um singelo personagem que para melhor compreensão iremos identificá-lo simplesmente como José. Não posso detalhar com particularidade a vida do José. Ele não é o mais importante, mas, a cidadela é que vai chamar a nossa atenção. Este povoado tinha belas arvores, flores, lindos pássaros e a população plantavam e colhiam... viviam-se modestamente e abundantemente em um impressionante dicotomia
de vida. O belo e o estranho conviviam até que harmoniosamente. Sempre se conseguia um petisco aqui e acolá, pois era gente acolhedora e bondosa. Barriga vazia? Não, isso não se encontrava ali. Havia também uma segunda personagem, como era seu nome? Não sei ao certo, mas a chamaremos de Maria. Ah... Maria, Senhora da lida, do labutar diário em busca de meios para a sobrevivência. Tinha ela dois filhos... um era jovem promissor estudante na capital. Apresentava feições arrojadas... cabelo arrumado de uma forma avançada... “rabo de cavalo” dizia ele com orgulho. Era a esperança de dias melhores para a sonhadora Maria. O outro, quem ele era? Lembram do José? Pois é... era ele... o José. Era o mais velho, cabelos já um tanto grisalhos e infelizmente apresentava um quadro de enfermidade na alma, mas diziam que era “espiritual”. “ Pastor, tem que fazer uma libertação nele...” afirmavam os bons cidadãos daquela cidadela. Este senhor, grisalho não tanto pela idade, mas, pelo sofrimento, tinha instante de bondade impar, mas de quando em quando era tomado por uma fúria doentia e incontrolável, e lá estava eu a acalmar o pobre homem, a falar-lhe do evangelho que pode libertar, curar... a uma certa distancia certamente, pois neste dia o José estava tomado por fúria incomum, armado de uma faca. A mãe a chorar em um canto da casa, o filho mais novo, “o único que é bom da cabeça” diziam outros, estava na capital. O pai, onde estava o pai? Já a muito um personagem ausente. Então estava neste quadro três pessoas, eu, o filho doente e a mãe, mas estava também um quarto e poderoso personagem: O SENHOR. Voltemos à cidadela. Não era com certeza a cidade santa, não por ser promiscua, mas por ser um lugar como qualquer outro com beleza e feiúra, pessoas boas e más. Era encravada entre montes e rompantes de belas arvore. Havia ali lindo cinturão verde a rodeá-la, como que abraçando, dando a ela um ar de pureza inigualável. Carros havia lá, mas não tantos. Era tranqüila. Ah... sua comida, verdadeiras iguarias a serem degustadas em convidativos crepúsculos de brisa acalentadora. Em um cenário assim era preciso esforço para não cair no pecado da gula. Mas, voltemos ao senhor grisalho. Naquela manha ele estava tomado por uma fúria incomum. Nada tinha de seu habitual cavalheirismo, estava bravo. A mãe na cozinha, escondida entre moveis e espreitando a cena. Ele ali... a falar impropérios impublicaveis. A minha prece inaudível era para o SENHOR o conter, o curar, o tranqüilizar... a cena era grotesca e amedrontadora. Era uma cidadela, um povoado, e as nuvens no céu davam um aspecto de algo divino... parecia um anjo a nos olhar. (continua). Rev. Jonas Lopes de Oliveira

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