quinta-feira, 1 de julho de 2010

HUMANIZAÇÃO DA VIDA ESPIRITUAL

No antigo testamento observamos “uma explosão” do mais puro sentimento humano. Uma fé humanizada de uma forma irrestrita e ampla. Se alguém fosse maltratado, poderia reagir com força proporcional ao mal recebido. O famoso “olho por olho, dente por dente”. Sabemos que, no novo testamento, Jesus nos exorta a reagir com brandura a ingratidões recebida. “Se alguém te obriga a caminhar uma milha, vai com ele duas.” (Mateus 5:41). A divinização da fé fez existir raríssimo grupo de seguidores, dos quais, consigo lembrar de apenas dois, e um não era cristão (Falo do Rev. Martins Luther King e de Marat Gandy). A grande maioria reage com violência quando ofendidos, mesmo que apenas, em pensamentos. Um grande criminalista disse que, o mais santo dos homens, em pensamentos, matou pelos menos uns cem. É o mal escondido na alma, ou uma pecaminosidade latente esperando uma janela para sair e produzir caos e desordens. No antigo testamento (matéria que quero ensinar aos interessados neste segundo semestre) parece não haver “pudores” em explicitar um sentimento muito humano, de vingança e violência, mas também de fé. Muitos personagens da historia vetero testamentária não hesitam em fazer aflorar desejos dos mais mesquinhos. Desejam a morte dos inimigos (que cantamos em muitas das nossas canções, tipo: pisar o inimigo, colocando-os embaixo dos pés, persegui-los e exterminá-los, enfim, canções altamente beligerantes). Penso que na verdade, o antigo testamento não se priva de expor seus personagens a uma singela humanização. Eles choram copiosamente, ao ponto do rei Davi afirmar: “Estou cansado de tanto gemer; todas as noites faço nadar o meu leito, de minhas lagrimas o alago”. (Salmos 6:6), e, em uma confissão sem paralelo, dizer que é um pecador contumaz. “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe.” (Salmos 51:5). Nesta humanização, não há espaço para “super crentes”, pois, há uma total dependência do favor divino para se viver e vencer. Grandes homens que choram copiosamente ao ponto de um deles ser apelidado de “Profeta chorão”. Jesus nunca quis divinizar a fé, mas, a igreja cristã tem se esforçado para passar para a sociedade que os cristãos são invencíveis, sempre prospero e de bem com a vida. Quando isto não acontece, é porque a pessoa deve estar em pecado ou com falta de fé. Jesus nunca disse que, sozinhos, conseguiríamos amar nossos inimigos, ou virar a face aos que nos afligisse. Ele diz: “Sem mim, nada podeis fazer”. (João 15:5). Fuja de lugares que diviniza a fé, venha para juntos daqueles que são simplesmente humanos, finitos e dependentes da graça de Deus. Você nunca será um super crente, mas, será sempre um super dependente daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz. Amém. Com carinho, do amigo, Pr. Jonas Lopes de Oliveira - E-mail: pastorjonas@imcp.org.br

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