quinta-feira, 1 de julho de 2010

BEM QUERER

“Eu sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor” Jeremias 29:11.
Quando criança, tinha uma brincadeira interessante, que era a de arrancar folhas de uma pequena flor, e, torcer para no final da aventura, ouvir as palavras mágicas: “BEM QUERER”. Ninguém queria a “má querência”, e, quando assim acontecia, repetia-se a brincadeira, até a “boa sorte” alcançar o participante. Coitadas das flores, mas, talvez no inconsciente de todas as pessoas naquela brincadeira, havia o firme desejo de ser “BEM QUERIDO”, ou bem sucedido, enfim, de ser amado e feliz. Ninguém quer a infelicidade ou uma vida de derrotas e desprazer. Nascemos com infinitas possibilidades e sendo assim, este “bem querer” não pode ficar restrito a brincadeira das flores, mas sim, ser buscado com uma férrea determinação. Devemos nos apegar a Deus, e lutar com energia para alcançar os alvos proposto. Necessário se faz ter esta fé na Palavra, que mostra tremenda promessa: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.” (Jeremias 29:13). Não há nada mais acalentador do que estas maravilhosas palavras. O inescrupuloso tem sua riqueza mal adquirida e não tem paz no coração. Nossas conquistas são mais árduas, mas, podemos dormir com a consciência tranqüila, porque foi Deus que nos fez prósperos. Aleluia. O “mal querer” certamente acaba atingido às pessoas de coração gelado, cruéis e desalmados. É tudo uma questão de “semeadura”, pois, quem planta vento colhe tempestade, mas, aqueles que procuram viver em consonância com a vontade de Deus, sempre será abençoado e feliz. Jesus foi a “planta” que sofreu, para que tivéssemos vida em abundancia, e, não é mais necessário as inquietas indagações, do tipo: “Como será o meu amanhã?” A sua vida esta nas palmas das mãos de Deus e Ele cuidará de ti, e praga alguma chegará até sua vida e nem sobre sua casa. Às vezes as duvidas querem estabelecer-se no coração, mas, imediatamente o Espírito Santo traz suave revelação, dizendo: “NÃO TEMAS”. Mal querer ou bem querer? Qual será a sua escolha? A vida abundante em Cristo esta diante de ti, escolha, pois, a vida e seja feliz. Amém. Com carinho, do amigo: Pr. Jonas Lopes de Oliveira.

HUMANIZAÇÃO DA VIDA ESPIRITUAL

No antigo testamento observamos “uma explosão” do mais puro sentimento humano. Uma fé humanizada de uma forma irrestrita e ampla. Se alguém fosse maltratado, poderia reagir com força proporcional ao mal recebido. O famoso “olho por olho, dente por dente”. Sabemos que, no novo testamento, Jesus nos exorta a reagir com brandura a ingratidões recebida. “Se alguém te obriga a caminhar uma milha, vai com ele duas.” (Mateus 5:41). A divinização da fé fez existir raríssimo grupo de seguidores, dos quais, consigo lembrar de apenas dois, e um não era cristão (Falo do Rev. Martins Luther King e de Marat Gandy). A grande maioria reage com violência quando ofendidos, mesmo que apenas, em pensamentos. Um grande criminalista disse que, o mais santo dos homens, em pensamentos, matou pelos menos uns cem. É o mal escondido na alma, ou uma pecaminosidade latente esperando uma janela para sair e produzir caos e desordens. No antigo testamento (matéria que quero ensinar aos interessados neste segundo semestre) parece não haver “pudores” em explicitar um sentimento muito humano, de vingança e violência, mas também de fé. Muitos personagens da historia vetero testamentária não hesitam em fazer aflorar desejos dos mais mesquinhos. Desejam a morte dos inimigos (que cantamos em muitas das nossas canções, tipo: pisar o inimigo, colocando-os embaixo dos pés, persegui-los e exterminá-los, enfim, canções altamente beligerantes). Penso que na verdade, o antigo testamento não se priva de expor seus personagens a uma singela humanização. Eles choram copiosamente, ao ponto do rei Davi afirmar: “Estou cansado de tanto gemer; todas as noites faço nadar o meu leito, de minhas lagrimas o alago”. (Salmos 6:6), e, em uma confissão sem paralelo, dizer que é um pecador contumaz. “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe.” (Salmos 51:5). Nesta humanização, não há espaço para “super crentes”, pois, há uma total dependência do favor divino para se viver e vencer. Grandes homens que choram copiosamente ao ponto de um deles ser apelidado de “Profeta chorão”. Jesus nunca quis divinizar a fé, mas, a igreja cristã tem se esforçado para passar para a sociedade que os cristãos são invencíveis, sempre prospero e de bem com a vida. Quando isto não acontece, é porque a pessoa deve estar em pecado ou com falta de fé. Jesus nunca disse que, sozinhos, conseguiríamos amar nossos inimigos, ou virar a face aos que nos afligisse. Ele diz: “Sem mim, nada podeis fazer”. (João 15:5). Fuja de lugares que diviniza a fé, venha para juntos daqueles que são simplesmente humanos, finitos e dependentes da graça de Deus. Você nunca será um super crente, mas, será sempre um super dependente daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz. Amém. Com carinho, do amigo, Pr. Jonas Lopes de Oliveira - E-mail: pastorjonas@imcp.org.br